Canadense Alice Munro leva o Nobel de Literatura de 2013


EFE/Derek Shapman/Man Booker Prize / A canadense Alice Munro, em foto tirada em 2009Escritora foi considerada a "mestre do conto contemporâneo" pelo instituto responsável pela premiação
A canadense Alice Munro foi agraciada nesta quinta-feira (10) com o Prêmio Nobel de Literatura de 2013, informou a Academia Sueca, que a classificou como "mestre do conto contemporâneo".

Munro, destacou a Academia em sua decisão, é consagrada por seu "harmonioso estilo de relatar, que se caracteriza por sua clareza e realismo psicológico".



Considerada por alguns críticos como "a Tchecov canadense", a escritora, nascida em 1931 em Wingham, na província de Ontário, é conhecida por suas histórias breves e publicou várias coleções ao longo dos últimos anos.
Munro, que chegou a estudar jornalismo e inglês, abandonou a universidade ao se casar. A escritora escreveu suas primeiras histórias na adolescência, mas publicou sua primeira obra, "Dance of the Happy Shades", em 1968.
No Brasil, a Companhia da Letras publicou seus livros "Amor de uma boa mulher", "Felicidade demais" e "Fugitiva", e a Editora Globo lançou "Ódio, amizade, namoro, amor, casamento".

Suas obras costumam ter como cenário pequenas cidades onde a luta por condições de vida aceitáveis provoca em algumas ocasiões conflitos morais.
O valor do prêmio é de milhões de coroas suecas (US$ 1,25 milhão) e o vencedor do ano passado foi o chinês Mo Yann.
Na sexta-feira (11), será anunciado o vencedor do Prêmio Nobel da Paz, e na próxima segunda-feira (14), o de Economia. Na segunda-feira (7) passada, foram divulgados os ganhadores do Nobel de Medicina, concedido aos cientistas americanos James E. Rothman e Randy W. Schekman e ao alemão Thomas C. Südhof.
Na terça-feira (8), foi anunciado o de Física, ganho pelo físico belga François Englert e o britânico Peter Higgs. Na quarta-feira (9), foi a vez do de Química, vencido por Martin Karplus, Michael Levitt e Arieh Warshel.
A entrega dos prêmios será realizada, de acordo com a tradição, em duas cerimônias paralelas em 10 de dezembro, em Oslo para o da Paz e em Estocolmo para os restantes, coincidindo com o aniversário da morte de Alfred Nobel.



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