Estude no Canadá através do programa Ciência sem Fronteiras

E se você tivesse a oportunidade de realizar um curso superior em uma insituição de ensino internacional sem custo algum e ainda receber um auxílio para moradia e alimentação? 





Parece um sonho quase impossível de se realizar, mas com a criação do programa Ciência sem Fronteiras (Science without Borders), em 2011, essa é a realidade de mais de 15 mil brasileiros que estudam nas melhores universidades espalhadas pelo mundo. Desse total, cerca de 1500 estudantes escolheram o Canadá como destino desde o ano passado, quando o país passou a fazer parte do Programa.
A iniciativa é uma ação conjunta dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento, além das secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC. “Este é um dos programas mais oportunos que poderíamos iniciar pois permite uma exposição do estudante brasileiro ao mundo, a uma nova cultura. É uma experiencia muito valiosa já que eles retornam ao Brasil, concluem a graduação e entram no mercado de trabalho muito mais preparados”, afirma o Consul-Geral do Brasil em Toronto, Afonso Cardoso.
Os selecionados estudam por um ano na instituição escolhida, podendo este período ser estendido por mais seis meses, caso o aluno tenha dificuldades com o inglês, ou outra língua do país de destino. “Sabemos que a maior barreira para muitos candidatos é a falta de fluência em outro idioma, portanto, os primeiros meses são dedicados – mas não exclusivamente – ao aperfeiçoamento da língua”, explica Cardoso.
O paranaense Bernardo Keller, 22, está entre os brasileiros que desembarcaram no Canadá para participar do programa. Estudante do curso de Engenharia de Produção, ele se inscreveu logo que o primeiro edital foi publicado e conseguiu uma vaga para estudar durante 1 ano na Universidade de Toronto, que está entre as 30 melhores do mundo. “O processo de seleção é bem tranquilo. Basta seguir os passos e cumprir os prazos previstos no edital. O mais complicado foi realizar o IELTS, mas acabou dando tudo certo”, explica o estudante, referindo-se ao International English Language Testing System, uma das provas exigidas pelo programa para medir o nível de inglês do aluno.
A rotina de Bernardo desde que chegou ao Canadá, em setembro de 2012, inclui, no mínimo, quatro horas diárias de estudo. E segundo ele, o maior desafio é se adaptar ao sistema de ensino das universidades canadenses. “No Brasil estudamos por semestres, já aqui são trimestres, os chamados ‘terms’. Ou seja, tenho a metade do tempo para estudar tudo que estudaria em seis meses no Brasil. E para dificultar ainda mais, os professores solicitam trabalhos semanalmente. É tudo muito intenso”, conta. Apesar de todo o esforço, o estudante está aproveitando ao máximo a oportunidade. “É uma experiência desafiadora e ao mesmo tempo muito boa”.
Além da bolsa de estudo integral e das passagens aéreas, os bolsistas do CsF em Toronto recebem em média C$1400 mensais para despesas com moradia e alimentação. Logo que chegam ao Canadá, eles ainda recebem um auxílio instalação para que possam se manter até encontrar uma casa e uma verba destinada à compra de um computador, para facilitar os estudos.
A meta é que até o ano de 2015 sejam oferecidas em torno de 100 mil bolsas para estudantes de cursos de graduação, técnico e pós-graduação nas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação. As inscrições e mais informações sobre o programa encontram-se online.





Um comentário:

  1. Oie!
    Criei um blog sobre minha viagem no Ciência Sem Fronteiras e
    gostaria de fazer parceria com o seu!

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    Você pode me mandar o seu também!

    Endereço do Andrieli no Canadá: andrielinocanada.blogspot.com.br

    Obrigada!

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